Experiências em papel

O tecido é, sem dúvida, o meu material de eleição. Gosto de olhar para um tecido como uma tela de impressão viva e disforme. A sua textura, cor, peso, translucidez e elasticidade criam, a partir de um mesmo padrão ou desenho estampado, efeitos visuais completamente diferentes. A tridimensionalidade que adquire ao ajustar-se ao corpo, o movimento quando acompanha a nossa passada ou simplesmente a forma como cai, e se formam pregas e drapeados, geram padrões novos, alguns com efeitos visuais que nunca tínhamos imaginado ao projectar em duas dimensões. Essa surpresa e essa vida própria fascinam-me e desafiam-me, sempre.

Apesar desse meu foco e paixão, por vezes, faço experiências em papel, um material mais económico, com funções e características completamente distintas, mas de beleza particular. É um óptimo material para testar a repetição de um módulo e a construção de um padrão mas que nunca substitui o teste em tecido quando se desenha para vestuário ou têxteis-lar.