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India – a viagem da aceitação e como se proporcionou

Finalmente escrevo algumas palavras sobre a minha viagem à Índia. Foi a primeira vez que saí da Europa e muita gente me perguntou “porquê Índia?”. Ora, as coisas encaminharam-se para que assim fosse e vários motivos tornaram esta viagem tão pertinente.

Por um lado, a relação deste país com a estamparia manual em tecido tornaram esta viagem na mais bonita visita de estudo, pois tive a oportunidade de ir a algumas oficinas em que praticam o Block Print tradicional e empresas que usam meramente estes tecidos que são autênticas obras de arte (falarei sobre isto com mais pormenor num próximo artigo).

Por outro, a minha ligação ao Yoga e ser assim uma oportunidade de visitar o berço desta prática. Por fim, e talvez aquela que mais me tenha “transformado”, a necessidade de sair da minha zona de conforto. Já tinha ouvido e lido testemunhos de várias pessoas a falar sobre isto mas nunca tinha experienciado.

Efectivamente a Índia não é um destino para fazer “turismo” no sentido mais convencional. É uma viagem que, acima de tudo, põe à prova a nossa capacidade de aceitação e de desapego. Aceitar que o mundo não é um cenário perfeito, que há muita coisa cruel, suja, que nos incomoda e agride os nossos sentidos mas que, se estivermos receptivos a isso, também está repleto de beleza, de bondade, de êxtase e de celebração. Na Índia é assim, como alguém dizia “não dá para separar o feio do belo”, ambos convivem lado a lado e não vale a pena esconder um para encontrar o outro, há que aceitar ambos como manifestações da verdadeira essência de tudo o que nos rodeia.

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